
Bacana demais conhecer você, ADNA MELAN. Fomos muito bem informados sobre você pela MS Metal Agency Brasil. Então fica aqui os nossos parabéns pela jornada. Como vão as coisas? O que vocês têm feito ultimamente?
Muito obrigada! Está tudo bem. Este ano lançamos o single “Lie” e, desde então, o foco tem sido a divulgação. No dia 5 de dezembro, lançamos o segundo vídeo do single, que é um lyric video.
Conheci alguns singles de vocês e confesso que amei o último. Este formato está nos planos novamente?
Fico contente que gostou! Sim, os planos são seguir o estilo do último single e também explorar novos elementos.
A letra inusitada de “Lie” ficou excelente. De quem partiu a ideia para registrar essa música? Parabéns pelo resultado.
Obrigada! Eu escrevi a letra de “Lie” e, por um tempo, ela ficou esquecida. Quando encontrei o arquivo de texto meses depois, a letra me chamou atenção e a melodia ficou na minha mente. Comecei a ter ideias para a harmonia e tive vontade de desenvolvê-las e gravar uma demo em casa, e esse processo foi muito gratificante e importante para mim. No momento em que escrevi, não parei muito para pensar no significado da letra, foi como simplesmente colocar sentimentos para fora. Porém, nos meses seguintes, a letra passou a fazer muito sentido para mim. Ela se relaciona bem com o período sombrio que eu estava vivendo e também marcou o início de uma mudança interna, da busca por cura e superação.
“Melancholia” é autoral e bem madura em toda a sua estrutura. Como vocês a avaliam depois de tempos do seu lançamento?
“Melancholia” foi a primeira composição que fiz no piano, quero dizer, a primeira que decidi desenvolver e não só improvisar e depois esquecer. Surgiu como instrumental e eu escrevi a letra depois, por isso quis lançar as duas versões. É sobre o apego à dor e compara implicitamente chuva com lágrimas. Eu gosto da música e do sentimento que ela transmite, com o som de chuva no fundo, mas é uma composição simples, e por isso me senti insegura sobre lançar. Hoje fico muito contente por saber que pessoas usaram a música em vídeos no TikTok e que ela vem sendo tocada em rádios de diversos países: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Itália, França e Alemanha. Esses dias descobri que já são mais de 300 plays em cerca de 130 rádios e 47 países. Ainda estou incrédula, é algo simplesmente inacreditável!
Vocês já definiram a possibilidade de abraçar o latim em passagens nas letras? Acho que vocês se dariam melhor no mercado internacional desta forma, não?
Eu gosto da ideia de ter letras com passagens em latim, mas honestamente nunca pensei nisso. Quem sabe eu tente um dia.
Como funciona o trabalho de produção da banda quando está em estúdio? Vocês já estão trabalhando em algo novo neste sentido?
Inicialmente, eu escrevo as letras e componho uma versão inicial da música, envio para o produtor e, a partir daí, estruturamos e desenvolvemos a nova versão em estúdio. Quando está tudo certo, realizamos a gravação final da voz e dos instrumentos. Escrevi algumas letras ao longo deste ano e também criei alguns trechos para a harmonia, mas a composição de novas músicas ainda está em fase inicial, até mesmo por ter sido um ano muito corrido para mim.
“He Killed Me” foi uma ótima surpresa. Vocês concordam que ela pode vir a se tornar uma música obrigatória nos shows da banda?
A repercussão de “He Killed Me” nas plataformas digitais foi positiva, então acredito e espero que o single tenha uma resposta semelhante nos shows também.
Eu também gostei bastante da faixa “Forevermore”, mas ela se difere bastante das demais. Foi algo intencional ela ter esta estrutura tão própria?
No início, eu imaginava todas as letras que eu escrevia com linhas pesadas de guitarra e bateria, porém tudo o que eu tinha era a minha voz e o piano. Eu não conhecia outros músicos e nunca tinha entrado em um estúdio para gravar. Por isso, tive muita resistência para começar a compor harmonias, mas com o tempo acabei escrevendo novas letras para cantar tocando piano. “Forevermore” foi uma dessas composições e, por ter nascido assim, eu quis manter parte da essência da versão inicial na versão gravada em estúdio, até mesmo por achar que combina com a letra. Então sim, foi uma escolha intencional.
2025 ainda está rolando por aí. Quais os planos da ADNA MELAN para este ano vigente?
2025 foi um ano muito positivo para o projeto e, embora já esteja quase no fim, seguimos promovendo o novo single e também planejando os próximos passos para o futuro.
Parabéns novamente pelo trabalho de vocês, Adna. Existiu algum assunto importante que não foi citado aqui?
Obrigada! Eu apenas gostaria de agradecer a oportunidade de participar dessa conversa. Muito obrigada!