
· A ADULFE vem construindo seu nome de forma consistente dentro do cenário pesado europeu. Para começar, como vocês enxergam essa fase atual da carreira, especialmente após a repercussão de “Anxiety”?
Nós estamos bem curiosos pra conhecer tudo isso de perto. Nós planejamos um trabalho voltado para fora de nosso país e tem sido bem curioso pra gente, o Anxiety tem sido bem elogiado pela produção, capa e proposta. Queremos que tenha uma grande expansão e que possamos conhecer várias pessoas.
· A sonoridade da ADULFE apresenta
uma base moderna, com forte identidade e elementos que transitam entre
vertentes do metal contemporâneo. Como vocês definem hoje o estilo da banda e
quais foram as principais influências ao longo dessa trajetória?
Estamos nos encontrando e solidificando a
nossa identidade, desde o primeiro trabalho viemos trabalhando a identidade de
todos, assim como as referência de todos e mesclar o metalcore com deathcore
foi bem interessante pra gente. Sobre as influências desse último trabalho a gente
estudou Suicide Silence, Chelsea Grin, Whitechapel
· A escolha por letras em inglês
amplia o alcance internacional, algo que parece alinhado com os objetivos do
grupo desde o início. Essa decisão já fazia parte do planejamento desde a
formação da banda ou foi algo que surgiu naturalmente com o tempo?
Foi um teste na verdade, no primeiro
lançamento a gente escreveu quase todo em português e colocamos uma música em
inglês. Pois justamente essa foi a que foi a preferida da galera, então a
partir disso nós decidimos focar nesse lado no qual vamos levando para o futuro.
Então foi surgindo naturalmente
· A produção de “Anxiety” chama
atenção por sua abordagem mais direta e orgânica. Vocês optaram por um trabalho
interno. Como foi esse processo e o quanto isso ajudou a preservar a identidade
sonora da ADULFE?
Nós fomos escrevendo as músicas pensando
em algo mais pesado, mais carregado de breakdown com essência do deathcore.
Como é um gênero visceral foi a partir disso que começamos a trabalhar todas as
áreas, pensando em uma capa forte com uma mensagem que traduz o nome do CD,
assim como também mostramos as ideias para nosso produtor e as referências do
que estávamos planejando e ele foi nos guiando e orientando como funciona. Foi
trabalhoso e muito legal, cada passado que dávamos nas gravações era animador e
saímos completamente satisfeitos com a produção desse cd e isso fortaleceu a
nossa identidade.
· Dentro da proposta do álbum, há
uma carga emocional bastante intensa, refletindo temas ligados à ansiedade e
conflitos internos. Quanto da vivência pessoal de vocês foi incorporada na
construção conceitual do disco?
100% da vivência entre os integrantes,
amigos e familiares foi o combustível para falar sobre isso, a gente acredita
que um assunto tão delicado precisa ter evidência precisa ser falado, pessoas
precisam buscar ajuda e serem curadas.
· Faixas como “So Blind” se destacam pela forma como equilibram peso e melodia. Em termos criativos, como surgiu essa música e o que ela representa dentro do contexto do álbum?
Ela é uma música encardida de tocar, nós queríamos uma música que tivesse uma intro rápida, agressiva que não dá tempo de respirar da música anterior, ela é muito enérgica e com muitas variações, agressiva nos versos e logo em seguida já cai em breakdown e quando você se dá conta ela volta para agressividade e finaliza com breakdown sincronizado em padrão quebrado como se fosse o último suspiro. É uma música importante e muito falada pelos fãs.
· Já “Pain and Misery” apresenta uma diversidade maior de influências e dinâmica. Esse tipo de composição mais multifacetada é algo que vocês pretendem explorar ainda mais nos próximos trabalhos?
A gente gosta de criar essas dinâmicas em algumas músicas, conforme a gente sente que a música pede. É muito da fase em que estávamos vivendo, ela por exemplo não esperávamos que fosse ter esse resultado, a principio a ideia era ter um começo avassalador e ir finalizando em breakdown deixando a vibe mais pesada e carregada e acreditamos desenvolver mais músicas assim.
· A música “Life and Death” traz
uma abordagem lírica mais reflexiva, com possíveis leituras sociais e até
políticas. Qual a importância de abordar esse tipo de temática atualmente
dentro da música pesada?
Nós estamos buscando entender como isso é
encarado, conforme os anos passam a mentalidade muda, a gente amadurece e
aprende que tudo evolui e chega um momento em que a gente se revolta com
algumas situações e também se sente injustiçado, isolado, abandonado e o rock,
metal e suas vertentes é isso é jogar pra fora o que sente e lutar por aquilo
que acredita. Acima de tudo é saber como seu público reage e o que ele gosta de
consumir.
· Em um momento dominado pelo
digital, a ADULFE também investe em formatos físicos. Qual é a relevância desse
tipo de mídia para a banda e para a relação com os fãs?
A ideia é interessante, foi um sonho de
ter um trabalho em mídia física poder tocar, ver e poder mostrar. É algo raro
que está voltando com toque de saudosismo então acho uma ideia brilhante e a
gente acaba levando para os shows, assinando, tirando foto e o fã leva um
pedaço de nós para casa. Está sendo divertido
· A parceria com uma gravadora no Brasil amplia a presença de vocês em um mercado reconhecido pela força do público de metal. Como tem sido essa experiência e quais são as expectativas em relação ao público brasileiro?
É um lançamento recente, estamos acompanhando a evolução e o destaque que isso vem nos proporcionando e nossa expectativa é que o público seja curioso a ponto de nos encontrarem nas redes sociais, trocarem ideia e peçam mais pela gente. Queremos encontrar muita gente, poder assinar os materiais e ter uma experiência de viver isso por longo e longos anos.
· Pensando no futuro, já existem
planos concretos para um novo álbum ou continuidade direta do trabalho iniciado
em “Anxiety”?
Sim, já estamos em um novo trabalho e
pensando em uma abordagem pesada e melódica, encontramos nosso caminho e
estamos focando nesse conceito e criando toda lore desse novo projeto como
temas abordados, capa, clipes e muito mais.
· Para encerrar, que mensagem vocês gostariam
de deixar para o público que está conhecendo a ADULFE agora e acompanhando essa
fase de crescimento da banda?
Queremos dizer que esse é
só o começo. A ADULFE nasceu de muita verdade, intensidade e vontade de fazer
algo que realmente represente o que sentimos e vivemos. Pra quem está chegando
agora, seja bem-vindo. Vocês fazem parte disso a partir do momento que apertam
o play. E pra quem já acompanha, saibam que cada apoio fortalece ainda mais
esse caminho. A gente ainda tem muito a mostrar, muito peso pra entregar e
muitas histórias pra contar. Isso é só a superfície do que vem por aí.
Nenhum comentário:
Postar um comentário