sexta-feira, 17 de abril de 2026

Entrevista: Adulfe: Conheça a Nova Força do Modern Metal Nacional

 

·  A ADULFE vem construindo seu nome de forma consistente dentro do cenário pesado europeu. Para começar, como vocês enxergam essa fase atual da carreira, especialmente após a repercussão de “Anxiety”? 

Nós estamos bem curiosos pra conhecer tudo isso de perto. Nós planejamos um trabalho voltado para fora de nosso país e tem sido bem curioso pra gente, o Anxiety tem sido bem elogiado pela produção, capa e proposta. Queremos que tenha uma grande expansão e que possamos conhecer várias pessoas.

·  A sonoridade da ADULFE apresenta uma base moderna, com forte identidade e elementos que transitam entre vertentes do metal contemporâneo. Como vocês definem hoje o estilo da banda e quais foram as principais influências ao longo dessa trajetória?

Estamos nos encontrando e solidificando a nossa identidade, desde o primeiro trabalho viemos trabalhando a identidade de todos, assim como as referência de todos e mesclar o metalcore com deathcore foi bem interessante pra gente. Sobre as influências desse último trabalho a gente estudou Suicide Silence, Chelsea Grin, Whitechapel

·  A escolha por letras em inglês amplia o alcance internacional, algo que parece alinhado com os objetivos do grupo desde o início. Essa decisão já fazia parte do planejamento desde a formação da banda ou foi algo que surgiu naturalmente com o tempo?

Foi um teste na verdade, no primeiro lançamento a gente escreveu quase todo em português e colocamos uma música em inglês. Pois justamente essa foi a que foi a preferida da galera, então a partir disso nós decidimos focar nesse lado no qual vamos levando para o futuro. Então foi surgindo naturalmente

·  A produção de “Anxiety” chama atenção por sua abordagem mais direta e orgânica. Vocês optaram por um trabalho interno. Como foi esse processo e o quanto isso ajudou a preservar a identidade sonora da ADULFE?

Nós fomos escrevendo as músicas pensando em algo mais pesado, mais carregado de breakdown com essência do deathcore. Como é um gênero visceral foi a partir disso que começamos a trabalhar todas as áreas, pensando em uma capa forte com uma mensagem que traduz o nome do CD, assim como também mostramos as ideias para nosso produtor e as referências do que estávamos planejando e ele foi nos guiando e orientando como funciona. Foi trabalhoso e muito legal, cada passado que dávamos nas gravações era animador e saímos completamente satisfeitos com a produção desse cd e isso fortaleceu a nossa identidade.

·  Dentro da proposta do álbum, há uma carga emocional bastante intensa, refletindo temas ligados à ansiedade e conflitos internos. Quanto da vivência pessoal de vocês foi incorporada na construção conceitual do disco?

100% da vivência entre os integrantes, amigos e familiares foi o combustível para falar sobre isso, a gente acredita que um assunto tão delicado precisa ter evidência precisa ser falado, pessoas precisam buscar ajuda e serem curadas.

·  Faixas como “So Blind” se destacam pela forma como equilibram peso e melodia. Em termos criativos, como surgiu essa música e o que ela representa dentro do contexto do álbum?

Ela é uma música encardida de tocar, nós queríamos uma música que tivesse uma intro rápida, agressiva que não dá tempo de respirar da música anterior, ela é muito enérgica e com muitas variações, agressiva nos versos e logo em seguida já cai em breakdown e quando você se dá conta ela volta para agressividade e finaliza com breakdown sincronizado em padrão quebrado como se fosse o último suspiro. É uma música importante e muito falada pelos fãs.

·  Já “Pain and Misery” apresenta uma diversidade maior de influências e dinâmica. Esse tipo de composição mais multifacetada é algo que vocês pretendem explorar ainda mais nos próximos trabalhos?

A gente gosta de criar essas dinâmicas em algumas músicas, conforme a gente sente que a música pede. É muito da fase em que estávamos vivendo, ela por exemplo não esperávamos que fosse ter esse resultado, a principio a ideia era ter um começo avassalador e ir finalizando em breakdown deixando a vibe mais pesada e carregada e acreditamos desenvolver mais músicas assim.

·  A música “Life and Death” traz uma abordagem lírica mais reflexiva, com possíveis leituras sociais e até políticas. Qual a importância de abordar esse tipo de temática atualmente dentro da música pesada?

Nós estamos buscando entender como isso é encarado, conforme os anos passam a mentalidade muda, a gente amadurece e aprende que tudo evolui e chega um momento em que a gente se revolta com algumas situações e também se sente injustiçado, isolado, abandonado e o rock, metal e suas vertentes é isso é jogar pra fora o que sente e lutar por aquilo que acredita. Acima de tudo é saber como seu público reage e o que ele gosta de consumir.

·  Em um momento dominado pelo digital, a ADULFE também investe em formatos físicos. Qual é a relevância desse tipo de mídia para a banda e para a relação com os fãs?

A ideia é interessante, foi um sonho de ter um trabalho em mídia física poder tocar, ver e poder mostrar. É algo raro que está voltando com toque de saudosismo então acho uma ideia brilhante e a gente acaba levando para os shows, assinando, tirando foto e o fã leva um pedaço de nós para casa. Está sendo divertido

·  A parceria com uma gravadora no Brasil amplia a presença de vocês em um mercado reconhecido pela força do público de metal. Como tem sido essa experiência e quais são as expectativas em relação ao público brasileiro?

É um lançamento recente, estamos acompanhando a evolução e o destaque que isso vem nos proporcionando e nossa expectativa é que o público seja curioso a ponto de nos encontrarem nas redes sociais, trocarem ideia e peçam mais pela gente. Queremos encontrar muita gente, poder assinar os materiais e ter uma experiência de viver isso por longo e longos anos.

·  Pensando no futuro, já existem planos concretos para um novo álbum ou continuidade direta do trabalho iniciado em “Anxiety”?

Sim, já estamos em um novo trabalho e pensando em uma abordagem pesada e melódica, encontramos nosso caminho e estamos focando nesse conceito e criando toda lore desse novo projeto como temas abordados, capa, clipes e muito mais.

·  Para encerrar, que mensagem vocês gostariam de deixar para o público que está conhecendo a ADULFE agora e acompanhando essa fase de crescimento da banda?

Queremos dizer que esse é só o começo. A ADULFE nasceu de muita verdade, intensidade e vontade de fazer algo que realmente represente o que sentimos e vivemos. Pra quem está chegando agora, seja bem-vindo. Vocês fazem parte disso a partir do momento que apertam o play. E pra quem já acompanha, saibam que cada apoio fortalece ainda mais esse caminho. A gente ainda tem muito a mostrar, muito peso pra entregar e muitas histórias pra contar. Isso é só a superfície do que vem por aí.

 

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