terça-feira, 4 de novembro de 2025

Entrevista: Persevera

 

Bacana demais conhecer vocês da PERSEVERA. Fomos muito bem informados sobre vocês pela MS Metal Agency Brasil. Então fica aqui os nossos parabéns pela jornada. Como vão as coisas? O que vocês têm feito ultimamente?

 Eu que agradeço pelo espaço e pelo carinho, pessoal da Metal Maniacs! Tudo ótimo por aqui. Estamos em uma fase super produtiva: finalizando as gravações do segundo álbum em estúdio, ensaiando as músicas ao vivo pela primeira vez e já pensando no repertório dos shows. É um momento de muita energia, porque a gente sente que o trabalho está ganhando corpo de verdade. A parceria com a MS Metal Agency tem sido fundamental nesse processo — eles abriram portas importantes, especialmente com o lançamento físico de Genesis. Seguimos firmes, com foco total na música e no que ainda está por vir.

Conheci alguns álbuns de vocês, e confesso que amei o último. Este formato está nos planos novamente?

Com certeza! O formato de lançar single por single antes do álbum completo foi uma estratégia que deu super certo com Genesis. Além de manter a banda ativa nas redes e nas plataformas, criou uma expectativa natural pro lançamento final. Estamos repetindo exatamente isso com o segundo álbum: já soltamos dois singles, e vamos seguir liberando faixa por faixa até fechar o disco. Depois, vem o álbum completo em digital e, claro, uma nova tiragem física.

A letra inusitada de “A Waste of Time” ficou excelente. De quem partiu a ideia para registrar essa música? Parabéns pelo resultado...

Valeu mesmo! “A Waste of Time” nasceu de um riff que eu tinha guardado há anos no loop station — daqueles bem pesados, com uma pegada meio thrash. A letra veio depois, quase como um desabafo pessoal sobre como a gente às vezes se perde em ciclos repetitivos, em coisas que não levam a lugar nenhum. Foi uma das primeiras que escrevi pro álbum, e a ideia era justamente essa: contrastar uma letra mais reflexiva com uma base agressiva. O Paulo (vocal) deu um peso incrível na interpretação, e o Thadeu e o Claudio completaram com linhas que reforçaram essa sensação de urgência. Ficou uma das favoritas da galera — e nossa também.

“The Countdown” é autoral e bem madura em toda a sua estrutura. Como vocês a avaliam depois de tempos do seu lançamento?

“The Countdown” é uma das faixas que mais me deixou satisfeito pela maturidade estrutural. Depois do lançamento percebemos que a música tem um desenvolvimento sólido — dinâmica, variações de clima e uma construção que segura bem tanto a energia quanto a narrativa. Hoje eu a vejo como uma composição em que conseguimos equilibrar agressividade e melodia de forma madura; é uma das que mais representa o que a Persevera vinha buscando.

Vocês já definiram a possibilidade de abraçar o latim em passagens nas letras? Acho que vocês se dariam melhor no mercado internacional, desta forma, não?

Sobre usar latim em passagens: achamos a ideia interessante. Temos uma ligação com temas simbólicos e bíblicos (às vezes puxamos referências desse universo), então o latim pode trazer um peso e uma solenidade que combinam com certas músicas. Ainda assim, o inglês segue sendo a língua principal por facilitar o diálogo com o público internacional — mas não descartamos encaixes pontuais em latim quando a estética da faixa pedir.

Como funciona o trabalho de produção da banda quando está em estúdio? Vocês já estão trabalhando em algo novo neste sentido?

O processo é bem orgânico, mas estruturado. Tudo começa comigo trazendo os riffs e as ideias de guitarra — a maioria já gravada no loop station anos antes. Mando pro Claudio, que cria e grava a bateria. Depois eu vou pro estúdio (do próprio Claudio) e gravo as guitarras. O Thadeu entra com o baixo, geralmente improvisando em cima do que já tá pronto, e o Paulo fecha com os vocais. No segundo álbum, com a entrada do Luiz e do Leandro nas guitarras, o processo ficou ainda mais colaborativo: eles trazem solos, harmonias e até sugestões de arranjo. Estamos sim trabalhando em algo novo — aliás, já temos 8 das 12 faixas do segundo disco gravadas. A produção tá mais madura, com timbres mais definidos e uma atenção maior às dinâmicas.

“King of Kings” foi uma ótima surpresa. Vocês concordam que ela pode vir a se tornar uma música obrigatória nos shows da banda?

“King of Kings” tem tudo para virar uma obrigatória ao vivo — concordo plenamente. A faixa tem um gancho forte, dinâmica que conversa bem com plateia e elementos que funcionam muito bem em show. Quando começarmos efetivamente a tocar, acho que ela vai entrar no set como um dos pontos altos.

Eu também gostei bastante da faixa “My Curse”, mas ela se difere bastante das demais. Foi algo intencional ela ter esta estrutura tão própria?

Sim, totalmente intencional. “My Curse” foi composta num momento em que eu queria sair um pouco da zona de conforto do heavy tradicional. Ela tem uma introdução mais atmosférica, quase doom, e depois explode num riff bem thrash. A letra é sobre autossabotagem, sobre carregar um peso que a gente mesmo cria. Quisemos que ela tivesse essa dualidade: introspectiva no começo, agressiva no final. O Paulo usou uma interpretação mais sombria nos vocais, e o Thadeu colocou uma linha de baixo bem grave que dá um clima único. É uma das favoritas pra variar o set ao vivo — pra dar um respiro antes de voltar com tudo.

2025 ainda está rolando por aí. Quais os planos da PERSEVERA para este ano vigente?

Nosso foco principal em 2025 é seguir com as gravações do segundo álbum, que está em fase avançada e deve ser lançado em 2026. Vamos continuar liberando as faixas como singles para manter o público atualizado, e também pretendemos lançar mais uns dois vídeos de músicas desse novo trabalho. Além disso, 2025 é o ano de preparação: vamos intensificar os ensaios e montar o show para começar a levar as músicas para o palco, algo que estamos ansiosos para fazer.

Parabéns novamente pelo trabalho de vocês, caras. Existiu algum assunto importante que não foi citado aqui?

Acho que cobrimos bastante, mas queria deixar um recado: a Persevera é sobre acreditar, resistir e seguir em frente — e isso vale pra música e pra vida. Cada riff, cada letra, cada show que ainda vamos fazer carrega essa mensagem. Agradecemos demais ao apoio da MS Metal Agency, da imprensa como vocês e, principalmente, dos fãs que têm nos acompanhado desde o primeiro single. Tem muita coisa boa vindo por aí. Fiquem ligados nas redes, ouçam as músicas, e nos vemos na estrada. Um abraço pesado a todos da Metal Maniacs Media!

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Entrevista: Dicentra

 

- Bacana demais conhecer vocês da DICENTRA. Fomos muito bem informados sobre vocês pela MS Metal Agency Brasil. Então fica aqui os nossos parabéns pela jornada. Como vão as coisas? O que vocês têm feito ultimamente?

Muito obrigado. A MS está fazendo um grande trabalho nessa parceria com o Dicentra realmente. Por aqui, estamos na luta sempre. Estamos trabalhando a divulgação do álbum novo, bem como, a promoção do merchandising referente a ele. Paralelo a isso, já estamos compondo o material para o próximo álbum do Dicentra.

- Conheci alguns álbuns de vocês, e confesso que amei o último. Este formato está nos planos novamente?

Com certeza. Sempre lançaremos nossos álbuns no formato físico e também em fitas K7. O formato em vinil também está nos nossos planos e isso por sinal, será a realização de um grande sonho.

- A letra inusitada de “Prison” ficou excelente. De quem partiu a ideia para registrar essa música? Parabéns pelo resultado…

Bom. A “Prison” foi a primeira canção composta pelo guitarrista Edson Ruy logo após sua entrada no Dicentra. A letra dela é de minha autoria e fala sobre a redenção de um criminoso que encontrou sua verdadeira liberdade ao ser condenado à prisão. Ele diz que, na cadeia, é que encontrou o respeito que nunca obteria fora dela. 

- “Shout for your Glory” é autoral e bem madura em toda a sua estrutura. Como vocês a avaliam depois de tempos do seu lançamento?

Essa canção conta a história de Guilherme Tel que foi obrigado a acertar uma maçã colocada na cabeça de seu filho com uma flecha. Particularmente, acho o melhor trabalho vocal dentre todas as faixas do “Crossing”. No entanto, ela é uma canção para ser ouvida com atenção e, confesso que ela não está presente em todos os “set lists” dos shows que realizamos ao vivo.

- Vocês já definiram a possibilidade de abraçar o latim nas letras? Acho que vocês se dariam melhor no mercado internacional, desta forma, não?

O Heavy Metal, tradicionalmente e em minha opinião, foi feito para ser cantado em inglês. Bandas que cantam em português, espanhol e italiano, realmente, fazem um trabalho magnífico pois conseguem se expressar nesses idiomas. Nós do Dicentra estamos apostando no Heavy Metal Tradicional e visamos o mercado internacional contando com a força do Underground de países que falam e entendem o inglês. Nossas canções são bem marcantes cantadas neste idioma e, pelo menos por enquanto, não temos intenção de mudar.

- Como funciona o trabalho de produção da banda quando está em estúdio? Vocês já estão trabalhando em algo novo neste sentido?

A produção dos álbuns do Dicentra sempre se dá numa parceria entre os integrantes e o produtor Fábio Ferreira que assinou os dois primeiros trabalhos da banda. Deste o primeiro dia de gravações procuramos estabelecer todos os diálogos referentes à produção e captação dos áudios de cada instrumento, esclarecendo as dúvidas e traçando os objetivos que desejamos alcançar. Esse diálogo é fundamental para a realização de todo o processo. Como mencionei acima, o Dicentra já está compondo o material para o próximo disco e, devemos entrar em estúdio novamente no início de 2026.

- “Sweet Look” foi uma ótima surpresa. Vocês concordam que ela pode vir a se tornar uma música obrigatória nos shows da banda?

Sim. Ela já é obrigatória. Está presente em todos os “set lists” e, se não tocarmos ao vivo, certamente, a apresentação não será a mesma. O público que nos segue gosta muito dela e, como em algumas outras, em “Sweet Look”” já recebemos a ajuda do público cantando os refrãos. 

- Eu também gostei bastante da faixa-título, mas ela se difere bastante das demais. Foi algo intencional ela ter esta estrutura tão própria?

Com certeza. A canção “Crossing” é uma das mais belas e completas em minha opinião pois, envolve as backing vocals, Cintia Paiva e Sissi Maués cantando as duas primeiras estrofes como vocais principais, além de um solo memorável do Edson Ruy sobre uma base empolgante do Luís Paulo e do Doug. É uma canção totalmente oitentista como todas as outras mas, que mantém uma pegada que nos remete ao que grandes bandas de Heavy Metal faziam na época. Um amigo nosso chegou a mencionar que se lembra muito do som do Uriah Heep quando escuta a “Crossing”. Pra nós isso é uma honra enorme.

- 2025 ainda está rolando por aí. Quais os planos da DICENTRA para este ano vigente?

Estamos realizando várias apresentações pelo estado de São Paulo ainda focados na divulgação do “Crossing”. Temos algumas participações em programas de entrevistas e podcasts agendadas e, paralelo a isso, estamos trabalhando na composição do material novo. Espero que algumas expectativas em relação à produção do “Crossing” em vinil ainda se concretizem este ano. Vamos aguardar.

- Parabéns novamente pelo trabalho de vocês, caras. Existiu algum assunto importante que não foi citado aqui?

Tudo em ordem parceiros. Agradecemos muito o interesse de vocês do Metal Maniacs Media pelo nosso trabalho e garantimos que, cada lançamento do Dicentra sempre será feito da forma mais honesta e com todo o respeito que o Underground Nacional merece. Muito obrigado!

Entrevista: Tropa de Shock

 


- Bacana demais conhecer vocês da TROPA DE SHOCK. Fomos muito bem informados sobre vocês pela MS Metal Agency Brasil. Então fica aqui os nossos parabéns pela jornada. Como vão as coisas? O que vocês têm feito ultimamente?

TS - Olá antes de tudo obrigado de verdade, bom tudo está correndo de vento em popa pra nós, correndo atrás de shows, divulgando o Four seasons of darkness, preparando mais vídeoclipes e terminando nossa HQ que fala sobre o conceito do álbum.

- Conheci alguns álbuns de vocês, e confesso que amei o último. Este formato está nos planos novamente?

TS - Que bom que você tenha gostado, é sinal de que estamos trilhando o caminho certo, sim temos a intenção de lançar um próximo trabalho nestes moldes, até porque está dando resultados bem positivos.- A letra inusitada de “New Era City” ficou excelente. De quem partiu a ideia para registrar essa música? Parabéns pelo resultado...

- “Virus of Fall” é autoral e bem madura em toda a sua estrutura. Como vocês a avaliam depois de tempos do seu lançamento?

"FOUR SEASONS OF DARKNESS"

"O conceito por tràs da obra."

O ano era 3099. Gaia descontente com as ações dos humanos que ainda a machucavam, a faziam sangrar, destruindo mares, matas, o ar, a fauna resolveu dar um fim aos humanos que não mais honravam ser seus filhos e se tornaram predadores letais.Gaia então transforma suas quatro estações Primavera, Verão, Outono e Inverno em estações de medo, sombrias e destruidoras tais como os quatro cavaleiros do Apocalipse trazendo guerra, fome, peste e morte)

Primavera – flores secas e frutos podres condenam os seres vivo à fome

Verão – passa a destruir tudo à sua frente por meio do fogo incontrolável

Outono – com o ar contaminado e ventos incessantes traz pestes e doenças aos humanos

Inverno – o próprio leito de morte para todos os pecadores

Desesperados e lutando mais uma vez por sua vida os humanos parecem cair em si e em uma tentativa de apaziguar a ira de Gaia  aperfeiçoam mais uma vez uma A.I (I.A) numa solução tecnológica mas que não vem do coração. Será que vão conseguir????

Está é a proposta deste álbum,uma sonoridade diferente,que alguns ouvintes tem achado bem interessante, mas acreditamos que o álbum irá surpreender muitos ouvintes novos e os fãs mais antigos, por conta das escolhas destes novos elementos musicais. Nós buscamos nossas referências em sonoridades mais atuais e mesclamos com o nosso estilo,claro sem perder nossa essência.Então entendemos essa dificuldade,espero que o resumo venha clarear ao entendimento da obra. Portanto dito isso temos sentido o publico abraçar cada musica de um modo diferente, inclusive nós.

 - Vocês já definiram a possibilidade de abraçar o latim nas letras? Acho que vocês se dariam melhor no mercado internacional, desta forma, não?

TS - Olha tudo é possível, vai depender muito dos conceitos que virão, nada é impossível né, tirando o álbum Fragmentos, todos os outros a seguir foram redigidos na língua inglesa, vamos ver o que o futuro nos aguarda.

- Como funciona o trabalho de produção da banda quando está em estúdio? Vocês já estão trabalhando em algo novo neste sentido?

TS -  Foi algo bem orgânico e ao mesmo tempo bem pensado, para que conseguíssemos alcançar os resultados que estávamos esperando.

- Algumas passagens de Metalcore e Nu Metal me chamaram a atenção. Você pesquisou sobre este nicho, para inserir no material? Nosso guitarrista Kelsom Lee é um grande admirador e conhecedor destes estilos então foi natural agrega-los ao novo trabalho que é um álbum que marca uma nova abordagem.Usando elementos diferentes como os de Metal Core,Death Metal Melódico e pitadas de progressivo,detalhes que não costumávamos usar em nossos outros álbuns,é um trabalho repleto de riffs marcantes e sombrios, refrões melódicos,dramáticos e por vezes melancólicos, percorrendo entre o clássico e o moderno,ficamos muito satisfeitos com o resultado sonoro,até por usarmos inclusive afinação mais baixa.

- “Spring of Destruction” foi uma ótima surpresa. Vocês concordam que ela pode vir a se tornar uma música obrigatória nos shows da banda?

TS -  Com certeza é uma canção muito forte e agressiva, com certeza sentimos que ela será sim obrigatória para os setlist, é uma canção que de algum modo mexe com a moçada.

- Eu também gostei bastante da faixa-título, mas ela se difere bastante das demais. Foi algo intencional ela ter esta estrutura tão própria?

TS - Sim foi intencional, queriamos algo que fizessem as pessoas pensarem, por isso a própria tem essa estrutura cheia de climas, que nos levam a um tom de dúvida sobre o futuro do homem, e claro ela tem um toque da Lázarus the final code,pois estão interligadas pela estória. 

- 2025 ainda está rolando por aí. Quais os planos da TROPA DE SHOCK para este ano vigente?

- Parabéns novamente pelo trabalho de vocês, caras. Existiu algum assunto importante que não foi citado aqui?

TS - Sim queríamos agradecer a todas as pessoas que tem nos apoiado na nossa trajetória, pois quando você cria algo, o interessante é ver como as pessoas reagem e sentem a respeito do seu trabalho, por isso estamos empenhados  em criar mais vídeos, para deixar o álbum completo, afinal já são 4 vídeos, e vamos lá 37 anos de carreira e 12 álbuns é algo de se ter orgulho né

TS - Agradecemos muito à vocês pelo espaço cedido e pelo apoio que sempre nos dão,não esqueçam de vir conhecer nosso trabalho em nossas redes sociais e principalmente nosso novo álbum "Four seasons of darkness".

Up the Tropas...

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Entrevista: Ricky de Camargo

 

- Bacana demais conhecer você, Ricky. Fomos muito bem informados sobre você pela MS Metal Agency Brasil. Então fica aqui os nossos parabéns pela jornada. Como vão as coisas? O que você tem feito ultimamente?

Ricky: Olá, agradeço o convite e à todos da Metal Maniacs. Por aqui tudo ótimo. Sempre correndo na divulgação do mais recente trabalho, “Beast Mode”, bastante entrevista pra responder e gravar, olhando os reviews sobre o álbum. E na medida do possível sempre trabalhando em novas músicas.

- Conheci alguns álbuns seus, e confesso que amei o último. Este formato está nos planos novamente?

Ricky: O padrão de “Beast Mode” é o que funciona melhor para mim. Cerca de 30 minutos, algo em torno de 7 ou 8 faixas no máximo. Por se tratar de um álbum instrumental eu tenho ciência que é difícil manter a atenção em um trabalho deste estilo por mais tempo do que isso, a não ser que você seja alguém de renome já. Então provavelmente os próximos terão o mesmo formato e padrão.

- “Tales from Oblivion” é excelente! Quais foram as suas referências e influências para registrar essa música? Parabéns pelo resultado...

Ricky: Obrigado! Ela é sempre dúvida uma das minhas prediletas no álbum, por ser bem progressiva, ter solos bem legais e uma bateria bem intricada. Pra esse tipo de som eu preciso antes de tudo ter uma linha de bateria que me inspire, que tenha diversos momentos diferentes. Para poder trabalhar bem as nuances e modulações. Nas minhas buscas encontrei uma linha de bateria que me ajudou bastante a me inspirar e criar os riffs, bases e solos por consequência.

- “Na Endless Journey” é autoral e bem madura em toda a sua estrutura. Como você a avalia depois de tempos do seu lançamento?

Ricky: Pra mim ela é a mais interessante do álbum, pela sua complexidade, variações rítmicas e novamente pela bateria que a Giovana Teixeira conseguir gravar. Ela é super complexa, mas é fácil de entender por uma estrutura mais “reta”, com intro, verso, refrão, solo, tudo bem separado.

- Você já definiu a possibilidade de ter um vocalista? Acho que você se daria melhor no mercado internacional, desta forma, não?

Ricky: Para o próximo trabalho, que deve ser lançado no início de 2026 teremos pelo menos uma faixa com vocal do meu grande amigo Adriano Cosmo, vocalista da banda “Anderuviues”. Nesta faixa inclusive contamos com Edu Ardanuy, Roberto Barros e Dallton Santos. Então se você gosta de prog metal e solos de guitarra, vai ser um prato cheio.

- Como funciona o trabalho de produção quando está em estúdio? Você já está trabalhando em algo novo neste sentido?

Ricky: Todos os meus registros são feitos no meu home studio, onde eu me sinto mais à vontade para criar e gravar. Sem pressão externa, de tempo, orçamento. Talvez por isso que os trabalhos tenham saído as vezes melhor do que o esperado. Por ter essa liberdade e flexibilidade de fazer tudo em casa, no meu tempo.

- “Fury of the Planet” foi uma ótima surpresa. Você concorda que ela pode vir a se tornar uma música obrigatória nos shows?
Ricky: Concordo facilmente. Ela é bem divertida tanto de se escutar, quanto para se tocar. É sempre um desafio toca-la na verdade, mas vale muito a pena. Pra mim o solo dela acho que é o mais interessante neste projeto. Ficou bem legal.

- Eu também gostei bastante de” Supernova”, mas ela se difere bastante das demais. Foi algo intencional ela ter esta estrutura tão própria?  

Ricky: “Supernova” tem essa proposta mesmo de ser um prog rock, onde você tem balada, um pouquinho de baião, e metal do meio pra frente. É divertido ter essa liberdade de explorar diferentes estilos. O desafio fica por não perder muito a mão e ser apenas uma colcha de retalhos, ou algo feito para “impressionar” o ouvinte. Tem que ser legal de ouvir e tocar.

- 2025 ainda está rolando por aí. Quais os seus planos para este ano vigente?

Ricky: Estamos com foco total na divulgação do álbum atual. Mais para o final do ano pretendo completar o próximo e se possível lançar até março de 2026. Esse é o planejamento.

- Parabéns novamente pelo seu trabalho. Existiu algum assunto importante que não foi citado aqui?

Ricky: Eu quem agradeço e convido à todos a curtir o meu novo álbum, e até mesmo os anteriores, pois tem muita coisa legal para se ouvir neles. Obrigado.

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